segunda-feira, janeiro 26, 2015
Divaguei! Vamos falar sobre fanfics?
segunda-feira, janeiro 26, 2015Nos últimos anos é cada vez maior o número de livros publicados que se originaram a partir de uma fanfic, ou de autores aclamados que i...
Nos últimos anos é cada vez maior o número de livros publicados que se originaram a partir de uma fanfic, ou de autores aclamados que iniciaram a carreira escrevendo uma. O tão comentado 50 Tons de Cinza começou como uma fanfic de Crepúsculo, ao mesmo tempo em que Rainbow Rowell já escrevia histórias com os personagens de Harry Potter bem antes de fazer sucesso com Eleanor & Park.
Se alguém ainda não sabe o que afinal é uma fanfic, eu explico: o temo vem de fanfiction, ficção de fã, ou seja, uma história escrita de fã para fã. Uma fanfic pode ser feita usando como base um livro, um anime, um seriado ou, até mesmo, membros de alguma banda. Basicamente, é quando você usa personagens que já existem para criar uma nova história, de forma que ultrapasse os limites da simples intertextualidade. Com o avanço da internet e a facilidade cada vez maior de compartilhar informações, este tipo de publicação têm aumentado consideravelmente.
Mas o ponto que eu gostaria de abordar não é o sucesso das fanfics ou os motivos por trás de sua expansão, e sim o que diferencia uma fanfic de um livro. Em uma primeira reflexão você deve imaginar: "oras, se é escrito por um fã de determinada coisa, tendo como público alvo pessoas que também são fãs dessa coisa, então quem não for fã não vai entender a história". Inicialmente, sim, funcionava dessa forma. Entretanto, existe uma infinidade de fanfics que usam personagens já existentes sem, todavia, aproveitar o universo do qual eles foram retirados. Imagine, por exemplo, uma fanfic de Crepúsculo na qual não haja nenhum vampiro. Nesse caso, qual a diferença?
